Rio Amazonas e Rio de Janeiro se encontram em exposição

A partir desta quinta-feira (16) um pouco da força e da beleza do Rio Amazonas será levada até um outro tipo de rio. A cidade do Rio de Janeiro recebe até o dia 22 de setembro a exposição “Trilhas”. O projeto une três artistas paraenses para representar a Amazônia em um espetáculo de cores, formas e texturas. A herança indígena, a rica flora e a imensidão da maior floresta tropical do mundo podem ser vistas na Galeria Hrocha por meio dos trabalhos de Osvaldo Gaia, Geraldo Teixeira e Jorge Eiró, todos naturais do Pará.

Geraldo Teixeira revela a diversidade da flora amazônica em jardins imaginados à moda de Monet (Foto: Divulgação/Exposição)Geraldo Teixeira revela a diversidade da flora
amazônica em jardins imaginados à moda de
Monet (Foto: Divulgação/Exposição)

“Em um país com as dimensões do Brasil a produção artística e cultural é igualmente diversa e oportunidades como esta são importantes para levar a arte e o legado de cada local para que todos possam conhecê-lo. É preciso sempre mostrar o que estamos fazendo”, acredita Geraldo Teixeira.

A ideia de unir os dois tipos tão distintos de rios, que ao mesmo tempo tão famosos e reconhecidamente brasileiros, encanta os integrantes do projeto. “De um lado temos a força extraordinária do Rio Amazonas, de outro a referência intelectual e econômica do Rio de Janeiro. Ambos são importantes e únicos sem se sobrepor ao outro devido também as suas diferentes naturezas que, na verdade, são partes distintas de um mesmo sistema”, considera o artista paraense.

Osvaldo Gaia usa diferentes elementos, até mesmo naturais, para compor sob teles e em três dimensões referências regionais (Foto: Divulgação/Exposição)Osvaldo Gaia usa diferentes elementos, até
mesmo naturais, para compor sob teles e em três
dimensões referências regionais (Foto: Divulgação/
Exposição)

O trabalho de Osvaldo Gaia revela, no papel ou na tridimensionalidade, traços de uma força ancestral indígena na região. O artista mostra como a Amazônia tece uma arquitetura de corpos esculpidos na madeira e na matéria orgânica em formas estranhas e em delicados casulos.

Já Geraldo Teixeira é o representante de fluidez da cor, em matrizes que representam jardins inventados e recriados em paisagens do imaginário e da memória transportadas para as telas. O artista representa a região em um diálogo da estética do impressionismo do francês, Claude Monet. São cores e texturas que se sobrepõem para revelar a variedade da flora da floresta amazônica.

Jorge Eiró busca no humor pop e no expressionismo a representação da solidão (Foto: Divulgação/Exposição)Jorge Eiró busca no humor pop e no
expressionismo a representação da solidão (Foto:
Divulgação/Exposição)

Jorge Eiró, por sua vez, apropria-se da pintura para elaborar refinadas narrativas visuais de um repertório marcadamente autobiográfico. Mantendo um diálogo entre a linguagem literária e a pictória, mostra o bom-humor pop e uma potente arte expressionista de um espécie de crônica irônica e contemporânea de si e da solidão.

A exposição Trilhas será aberta oficialmente as 19h30 desta quinta-feira (16) e acontece de 17 de agosto a 22 de setembro recebendo o público de terça a sábado das 12h às 19h.

Fonte: G1

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