Feiras Orgânicas no Rio | Dias e locais onde comprar

 

Produtores vendem legumes, verduras, frutas, queijos, pães, sucos, bolos e mel de vários municípios do Rio

Nem mercado, nem hortifruti. É em uma das nove Feiras Orgânicas promovidas pela Prefeitura do Rio que a aposentada Maria da Luz, 74 anos, faz suas compras semanais. O projeto é uma parceria da Secretaria Especial de Desenvolvimento Econômico Solidário com a Secretaria Municipal de Ordem Pública. Frequentadora assídua da feira da Praça Afonso Pena, na Tijuca, Dona Maria afirma que virou consumidora de alimentos saudáveis, produzidos sem agrotóxicos ou adubos químicos, há dois anos, quando o médico de seu marido indicou os produtos:

– Venho toda quinta-feira. Os produtos são um pouco mais caros, mas a diferença no preço é muito pouca e vale muito a pena, porque com saúde não se brinca. E, por não serem tratados com agrotóxicos, são muito mais saborosos.

Criado em maio de 2010, o projeto abrange oito bairros da Zona Sul (Copacabana, Flamengo, Botafogo, Laranjeiras, Glória, Jardim Botânico, Ipanema e Leblon) e Tijuca. Até o final de 2013, o circuito será ampliado para a região da Leopoldina, Barra da Tijuca e Freguesia (Jacarepaguá). As feiras são semanais e acontecem às terças e quintas-feiras e aos sábados, das 7h às 13h.

Fresquinhos e colhidos poucas horas antes de serem vendidos, as frutas, verduras, legumes, queijos, pães, sucos, bolos e mel são vendidos nas Feiras Orgânicas pelos próprios produtores, a preços até 40% mais baixos que nos mercados e hortifrutis. Atualmente, cerca de 200 produtores de diversos municípios do Rio, associados da Associação de Agricultores Biológicos do Estado do Rio de Janeiro, expõem – individualmente ou em grupos – nas feiras.

Neto e filho de produtor, Luiz Carlos de Santana é de Rio da Prata e está no projeto desde o início, primeiro na feira de Copacabana e, agora, na Tijuca e no Jardim Botânico. Mais do que os deliciosos caquis, bananas e abacates expostos, ele diz vender saúde:

– Eu vendo saúde para os meus consumidores. Além disso, é um bem que faço para mim também, pois não tenho que ficar mexendo em agrotóxicos, que é um veneno.

O Circuito Carioca de Feiras Orgânicas foi reconhecido oficialmente a partir do decreto 35064, do prefeito Eduardo Paes, em 25 de janeiro de 2012, que regulamentou o interesse público em autorizar o seu funcionamento, tendo em vista a importância para o escoamento da produção de pequenos produtores rurais da capital e interior do Estado do Rio de Janeiro. No início do projeto, havia uma média de 79 variedades de produtos à venda. Hoje os consumidores já encontram 160 tipos de produtos. Com isso, o faturamento dos produtores passou de R$ 600 mil para R$ 3 milhões por ano.

Nívea Patrocínio, assessora técnica da diretoria de economia solidária e comércio justo, reforça a importância do circuito para a população carioca:

– O circuito contribui para a política de segurança alimentar, disponibilizando o acesso da população a alimentos saudáveis. A feira também é um espaço pedagógico, um local importante de troca de informações dos produtores com os consumidores, de intercâmbio de experiências, inclusive de receitas culinárias.

O Circuito Carioca de Feiras Orgânicas prevê feiras intencionalmente pequenas, com até 37 barracas, com ambiente limpo, sem espaço para ambulantes. Por essas características, aproximam as culturas urbana e rural, não ocupam grandes espaços, não produzem cheiro desagradável, difundem costumes, sabores e saberes de práticas saudáveis de alimentação e são um exemplo de gestão de resíduos, uma vez que o sistema baseia-se na autogestão e na harmonia com o meio ambiente, permitindo comercializar mais alimentos produzindo menos lixo.

A fiscalização da montagem (com início às 5h) e desmontagem (até as 15h) das barracas fica por conta da Secretaria de Ordem Pública, que é responsável também pelas autorizações e recolhimento da Taxa de Uso de Área Pública.

Saiba os dias e locais do Circuito Carioca de Feiras Orgânicas:

Bairro Peixoto – Praça Edmundo Bittencourt – sábados – 7h às 13h
Glória – Rua do Russel – sábados – 7h às 13h
Jardim Botânico – Praça da Igreja São José da Lagoa – sábados 7h às 13h
Botafogo – Rua Muniz Barreto (esquina com Rua São Clemente) – sábados – 7h às 13h
Ipanema – Rua Joana Angélica (esquina com Visconde de Pirajá) – terças-feiras – 7h às 13h
Flamengo – Praça José de Alencar – terças-feiras – 7h às 13h
Laranjeiras – Praça Jardim Laranjeiras – terças-feiras – 7h às 13h
Leblon – Praça Ministro Romeiro Neto (esquina das ruas Humberto de Campos e Cupertino Durão) – quintas-feiras – 7h às 13h
Tijuca – Praça Afonso Pena – quintas-feiras – 7h às 13h

»prefeitura – Autor: Texto: Juliana Romar / Fotos: Ricardo Cassiano

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